A pacata cidade de Inajá, de cerca de três mil habitantes, foi palco de 15 casamentos no segundo dia do “Dia do Sim” no salão de festas da cidade na tarde do dia 27 de abril. O destaque do dia foi a personalização das camisetas dos casais, que além de aderirem ao Dia do Sim, estamparam em suas camisas a realização deste ato único na vida de cada um deles, como pode-se ver nas fotos clicando aqui.
Para a cerimônia, estava presente o oficial substituto do cartório, Bruno Henrique de Assis, já que o titular, Vanildo Afonso de Oliveira Campos, conhecido na cidade como “São Pedro”, não esteve presente por motivos de saúde.
No início da cerimônia, Bruno Henrique, falou sobre o dia único que estava sendo para o Registro Civil de Inajá. “É um dia único para Inajá, pois estamos realizando o casamento destes 15 casais, o que fortalece ainda mais os vínculos de vocês, que já estavam em uma situação de união estável. Por isso é uma imensa alegria para nós poder fazer parte desta história”.
Na sequência o prefeito de Inajá, Eduardo Cintra Lugli, também vestido com a camiseta estilizada do “Dia do Sim”, disse aos casais sobre o bem maior que eles já possuíam e agora se oficializou: a família. “Invistam na família. Coloquem amor, carinho e companheirismo, pois isso é o que a move toda a sociedade e é o maior bem que vocês tem, ainda mais agora, casados”. Lugli ainda falou sobre a importância do trabalho do Irpen e do Funarpen na concretização deste ato. “Esta iniciativa do Irpen e do Funarpen ajudou muito nossa pequena cidade a se fortalecer, pois penso que a família é a base da sociedade, e se ela não estiver bem segura, nossa cidade, e principalmente o nosso País, não ruma para o lado certo” arrematou o prefeito.
Apesar da ansiedade em estar realizando seu primeiro casamento coletivo, a juíza de paz do município, Tereza Martins Consoli, aconselhou aos casais que o intenso diálogo é o segredo para um relacionamento duradouro.
André Batista da Silva, que estava ao lado de sua agora esposa, Luciana Barreto dos Santos, com quem convivia há 18 anos, destacou como “abençoado” o dia que estavam vivendo. “É a realização de um sonho que há muito aguardávamos, e que graças a Deus conseguimos realizar neste dia abençoado. Então só temos que agradecer e seguir unidos”.
Depois de uma maratona de três casamentos comunitários em dois dias, o juiz de Direito da Comarca de Paranacity, dr. Christian Reny Gonçalves, ressaltou o principal papel do trabalho realizado. “É de fundamental importância para a comunidade identificar a proximidade do Registro Civil das demais instituições constituídas, como o Poder Judiciário, Ministério Público, Legislativo e Executivo com este intuito de regularizar esta situação que já é fática, e assim ofertar maior segurança jurídica para estas famílias. É importante também destacar que a realização deste tipo de evento em cidades com população pequena, uma vez que a celebração de casamentos comunitários gratuitos renova na população este sentimento de confiança nas instituições e nas autoridades constituídas”, afirmou.
Santo Antônio do Caiuá
Na tarde do mesmo dia, foram realizados 20 casamentos coletivos em Santo Antônio do Caiuá, cidade de cerca de quatro mil habitantes, e a importância deste ato e ao trabalho foi resumida nas palavras do oficial de Registro Civil local, André de Campos Costa. “O Irpen e o Funarpen vêm atendendo tanto as grandes como as pequenas cidades, e isso é muito importante tanto para nós, os oficiais, como para as pessoas que hoje estão aqui selando esta união., sendo que muitas destas pessoas não possuem condições financeiras para pagar por tal certidão, então tenho certeza que este dia está a sendo a realização de um sonho para todos eles”, salientou o cartorário. Clique aqui e veja as fotos deste casamento
“Muito representa para nossa comunidade local a presença do Irpen e do Funarpen para nos ajudar a realizar este Dia do Sim”, disse o prefeito da cidade, Osmar Stachovski. Já o juiz de paz da localidade, Ruben Gomes, disse que a legalização dos casais é extremamente importante para a vida futura deles, “até porque na hora de registrar um filho, ou fazer alguma documentação de óbito, com a certidão de casamento fica mais fácil para eles”, completou.
